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2 de setembro de 2014

 
 
     
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Foto: Edmilson Lelo
 
Surfistas coletam mais de 16 mil microlixos na praia
Mutirão de limpeza foi promovido por alunos da Escola de Surfe de Praia Grande
10/6/2008 | Lorena Flosi , MTB: 40.295
 
Eles são minúsculos e se confundem na areia da praia, mas causam danos enormes ao meio ambiente. Contra os chamados microlixos, detritos que passam despercebidos entre os banhistas, cerca de 70 alunos da Escola de Surfe realizaram um movimento de conscientização ecológica na praia Ocian, dia 6, como parte das comemorações da Semana de Meio Ambiente.

Em apenas 15 minutos, o esquadrão de limpeza formado por crianças e adolescentes, de 7 a 17 anos, coletou 16.185 pequenos detritos, entre os quais 8.597 bitucas de cigarro e 1.114 canudinhos de plástico. Na natureza, um simples filtro de cigarro pode levar, no mínimo, três anos para se decompor e é uma ameaça quando vai para o mar - animais marinhos morrem ao ingeri-lo, confundindo-o com alimento.

Envolvendo os alunos numa ação de cidadania, o mutirão serviu para alertar quanto ao perigo do microlixo na praia e seu impacto negativo sobre a fauna. “A Escola Ambiental costuma promover mutirões de limpeza no manguezal e praias do Município. É o que chamamos de ecoação. Neste ano, resolvemos atentar para o microlixo, que consideramos o grande vilão”, explica a educadora ambiental Vera Giacomett. “Além de ser o mais perigoso para a fauna marinha, o microlixo é invisível: são bitucas de cigarro, palitos de sorvete, tampinhas, pedacinhos de plástico, canudos, lacres de garrafa, que a esteira do caminhão de limpeza infelizmente não alcança. Para remover tudo seria preciso milhões de pessoas trabalhando diariamente, o que é impossível.”

Com tenda montada em frente à Escola da Surf da praia Ocian, o mutirão contou com muita música e animação. Após aquecimento no ritmo da dança do quadrado, os alunos se dividiram em grupos de 12 e tiveram 15 minutos para coletar o maior número de microlixo que conseguissem encontrar. Munidos de peneiras e luvas de proteção, os surfistas partiram para a gincana ambiental que chamou a atenção de quem estava passando pelo local.

“Estou achando muito interessante. É bom ver que nossas crianças já crescem com essa consciência. Quando eu nasci, ninguém falava em preservação ambiental. Ver essa molecada trabalhando me dá esperança de um futuro com mais saúde para o planeta”, comentou o eletricista Antônio Alberto Monteiro, 43 anos, que parou seu trabalho por alguns minutos para assistir ao evento.

Esgotado o tempo regulamentar, os grupos retornaram à tenda e iniciaram a contagem dos materiais coletados, separando-os por tipo. O número total surpreendeu organizadores e espectadores do evento: 16.185 microlixos foram contabilizados, entre canudos, palitos, filtros de cigarro, tampinhas, cacos de vidro, sacolas e copos plásticos, entre outros materiais.

O grupo melhor colocado arrecadou 3.996 itens, mas o aluno César Estéfano, 13 anos, há três meses na Escola de Surfe, sabe que todos são vencedores. “Essa é uma ação para o nosso futuro. Não adianta nada só a gente fazer, tem que ser mais amplo, todos devem participar”, avalia. “Hoje em dia falo com meus pais, meus amigos, peço para que eles separem o lixo, levem sacolinhas retornáveis de casa para não sujarem a praia. Em casa, separamos todo o lixo e eu trago pra cá, para que os materiais tenham um destino melhor. A Escola de Surfe recebe o lixo e encaminha para um centro de reciclagem. Aqui eu aprendi a importância desse tipo de trabalho.”

Perigo - O microlixo tende a ser leve e geralmente flutua na superfície do mar, agregando-se ao longo de zonas de convergência de massas de água, local onde peixes e tartarugas marinhas se alimentam. O lixo serve de substrato de fixação para vários invertebrados marinhos, enriquecendo-os com matéria orgânica e dando uma aparência mais “apetitosa” ao plástico e bitucas que, ingeridas por animais, podem levar à morte por asfixia ou inanição.

Nas areias, o material altera a cadeia alimentar de seres habitantes do meio, causando a morte de moluscos, aves e peixes. Para humanos, o longo tempo de decomposição desses materiais também aumenta o risco de doenças de pele, conjuntivites e verminoses.

Veja o tempo de decomposição de alguns materiais:

Filtro de cigarro - 3 a 5 anos
Canudinho - 100 anos
Embalagem plástica - 100 a 500 anos
Tampa de garrafa - 100 a 500 anos
Goma de mascar - 5 anos
Caco de Vidro - indeterminado
Palito de fósforo - 2 a 5 anos
Papel em geral - até 6 meses
Metais - 100 a 500 anos

Fonte: ONG CleanBeach


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