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A conquista de uma vida nova, a realidade dos pacientes do Centro Especializado em Reabilitação
Unidade de Saúde de Praia Grande atende crianças e adultos
16/12/2020
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A emoção toma conta de José Barbosa Neto. O olho marejado e a voz embargada são formas sinceras que expressam a gratidão do paciente com a equipe de profissionais do Centro Especializado em Reabilitação (CER), unidade de Saúde de Praia Grande. O carinho especial tem endereço definido, a fisioterapeuta Graciane Martiliano, que é chamada respeitosamente de ‘professora” pelo senhor de cabelos grisalhos que se encontra, atualmente, em uma cadeira de rodas por conta de um acidente vascular cerebral (AVC) e, na sequência uma queda responsável por uma fratura de fêmur. O tratamento longo já começou a dar resultados promissores. Na sessão desta quarta-feira (16), Jota Barbosa, como o antigo locutor de rádio gosta de ser chamado, fez algo que não conseguia devido suas condições físicas há dois meses: ficar em pé. Graças ao tratmento que vem recebendo no CER, no final deste túnel, começa a resplandecer um novo tempo na vida desse apontado de 64 anos.

A vitória conquistada nesta quarta emocionou não só Jota Barbosa, mas também toda a equipe do CER. O mais impressionante é que a importante evolução ocorreu apenas na quarta sessão de fisioterapia. Para entender a gravidade do caso, é preciso conhecer o que gerou todo este quadro. Quando estava em Juquiá, em setembro, o aposentado sofreu o AVC e caiu na rua. Na ânsia de ajudar, um homem tentou levantá-lo, o que causou uma fratura no braço esquerdo. Na sequência veio a fratura no fêmur em uma nova queda, desta vez, dentro de casa. O tratamento no CER em Praia Grande acendeu uma motivação que estava adormecida.

“Todo atendimento aqui no Centro Especializado em Reabilitação é muito bom. Minha ‘professora’ é melhor ainda. O que estou evoluindo devo a ela. Quando dão o exercício que deve ser feito, não precisam pegar no pé. Eu vou lá e faço. É tudo para eu ficar bom. O caminho é longo, mas vou superar tudo. Se Deus quiser, é caminhar só para frente agora”, declarou, com voz embargada, Jota Barbosa.

Na sala repleta de aparelhos que são utilizados nas sessões de fisioterapia dos pacientes no CER, a ‘professora’, a fisioterapeuta Graciane Martiliano, observa atentamente o relato de Jota Barbosa. A profissional não desgruda um segundo o olhar de seu paciente. A atitude demonstra o carinho e o respeito por aquele ser humano que está entregando em suas mãos a esperança de se recuperação. O trabalho de ‘formiguinha’ a cada sessão é a receita para o sucesso nos tratamentos desenvolvidos na unidade.

“É gratificante o reconhecimento do paciente por toda nossa dedicação. Isso me deixa emocionada. Esta evolução do quadro dos pacientes é algo que nos enche de orgulho. Eu amo minha profissão e isso me motiva a seguir trabalhando”, afirmou Graciane.

CER - A história de Jota Barbosa, que tem como característica a superação em busca de mais qualidade de vida, é apenas uma das muitos que passam pelos corredores do Centro Especializado em Reabilitação Joanna Imparato, localizado no Bairro Mirim. A unidade, que é gerenciada pela Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande, atende pacientes de todas as faixas etárias em reabilitação, fisioterapia, diagnóstico, avaliação e orientação, dentro de uma estrutura adequada à condição física e mental das pessoas. Adultos, crianças e pessoas que integram a melhor idade contam com amplos consultórios, modernos equipamentos e profissionais capacitados e comprometidos.

Atualmente, a equipe do CER é composta por 12 fisioterapeutas, 3 fisioterapeutas infantil, 7 fonoaudiólogos, 4 terapeutas ocupacionais, 3 psicólogos, 3 assistentes sociais, 3 neurologistas, 3 ortopedistas, 2 neurologistas infantil, 2 urologistas, 2 otorrinolaringologistas.

A estrutura física da unidade impressiona: amplos consultórios de fisioterapia, fisioterapia infantil, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, reabilitação, atendimento em grupo, neurologia, enfermagem, assistência social, avaliação, triagem e acolhimento.

Outros destaques são o refeitório, horta, áreas de convivência, específica de embarque e desembarque de ambulâncias e carros adaptados, salas exclusivas para os funcionários, estacionamento com vagas especiais, além de espaço de leitura e brinquedoteca.

Por conta da pandemia da covid-19, o CER está focando nos atendimentos relacionados a pacientes pós cirúrgicos, acidentados e que sofreram AVC. Mensalmente, a unidade costumava realizar mais de 11 mil atendimentos. Por conta do novo coronavírus e de todas as medidas de biossegurança adotadas, atualmente, são cerca de 5 mil atendimentos.

Diferencial - Um diferencial do CER é a sala de Atividade de Vida Prática. O local possui equipamentos que as pessoas utilizam em casa, como cama, fogão e armários. Toda essa estrutura oferece aos atendidos autonomia nos afazeres diários.

Os pacientes Vanderson da Silva Neves e Estelina Félix Passos foram dois que realizaram atividades no setor nesta quarta. A lesão dos dois teve origem e desdobramentos diferentes, mas que culminaram com o impedimento na realização de tarefas do dia a dia, fator que influenciou de forma significativa na rotina de vida de ambos.

Silva Neves sofreu um acidente de moto em abril e fraturou o quinto metacarpo. Após três cirurgias, passou por um longo período de recuperação do procedimento. Iniciou suas atividades no CER em setembro. De lá para cá tem notado um avanço importante, algo que traz alegria e ajuda a sonhar com um futuro melhor.

“Minha vida mudou completamente com o acidente. A fisioterapia vem sendo fundamental para minha recuperação. A cada mês fazemos uma avaliação e é possível notar a melhora. Para 2021 espero poder retomar meu trabalho. Agradeço todo atendimento que recebo dos profissionais aqui da unidade. São todos educados e prestativos”, disse Silva Neves, que é motorista e está afastado por conta da lesão.

Já Estelina sofreu um acidente doméstico e fraturou o punho após escorregar no banheiro de sua casa. A moradora do Bairro Tupi também comemorou uma considerável melhora após iniciar o tratamento no CER. Inclusive, a praia-grandense já voltou a trabalhar.

“Sentia muitas dores realizando tarefas pequenas. Não conseguia torcer nem o pano de chão. O tratamento aqui no CER resolveu 90% da lesão. Existe uma boa possiblidade de receber alta após a última sessão, que será no final de dezembro. Depois só virei aqui para visitar a equipe. Só tenho que agradecer por todo o apoio e atenção que recebi”, declarou a paciente.

A terapeuta ocupacional, Thamy Eduarda Ricce, que está atuando no CER desde novembro de 2018, é a atual responsável pelos trabalhos desenvolvidos com Silva Neves e Estelina. A profissional explica que é uma ótima sensação para o profissional da Saúde quando o paciente tem alta e não retorna para a unidade, ou seja, completa o ciclo do tratamento e volta a vida normal.

“A liberdade e autonomia que as pessoas reconquistam é gratificante para todos nós. Nos primeiros dias fazemos uma avaliação quantitativa com medidas das articulações. Com esses dados podemos comparar e demonstrar a evolução para o paciente. Todo dia aprendemos algo nesse contato com os pacientes”, disse Thamy.

Referência – O CER de Praia Grande vem atuando também como referência na Baixada Santista no atendimento de neurologia infantil. Na manhã desta quarta foi a vez do jovem Miguel Henrique da Silva Lima, de 5 anos, ser atendido pelo médico especialista Rodrigo Reis.

Ao lado da mãe, Amanda da Silva e Silva, Miguel entrou no consultório e logo abriu um sorriso para o médico. Enquanto sua mãe conversava com o doutor, o jovem seguia na exploração pela área do consultório. Reis realizou diversos testes e, ao final, ficou acertado que serão realizadas novas consultas e exames, além do acompanhamento do caso que será efetuado no CER.

“Estou muito feliz pelo atendimento. O meu coração de mãe estava apertado, mas agora estou mais calma. O Miguel estuda na Escola Municipal Estado do Amazonas e os professores notaram alguns comportamentos que ligados ao autismo. Por exemplo, ele tem um atraso de fala. Moramos no Samambaia, procurei a Usafa do bairro e fomos encaminhados para cá. O médico foi muito atencioso”, comentou a mãe, enquanto Miguel degustava um lanchinho entregue pelo médico ao final da consulta, mimo dado para todos os jovens pacientes do CER.






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