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Foto: AMAURI PINILHA
 
Racismo estrutural: o preconceito está na falta de informação
Cerca de 200 educadores assistiram à formação realizada nesta terça-feira (25)
26/10/2022 | Daniel Elias, MTB: 59.233
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“O racismo estrutural existe devido à falta de informação”. A afirmação permeou, a todo momento, a fala do palestrante Natanael dos Santos durante a formação que ministrou nesta terça-feira (25), em Praia Grande. A capacitação, realizada no Auditório Jornalista Roberto Marinho, trabalhou a temática “Trajetória do Africano em Território Brasileiro”. A ação teve a participação de mais de 200 educadores da Cidade e demais municípios do Estado de São Paulo.

Para embasar a afirmação, Santos deu exemplos de informações que não são ensinadas nos livros didáticos em sala de aula. Primeiro, o palestrante destacou a inexistência da Raça Negra e sim da Humana, independentemente da cor, credo, gênero ou classe social. Depois, palestrante explicou sobre cada característica do corpo de uma pessoa negra, como a formação nasal baixa que permite a absorção de ar na medida que auxilia na respiração e influencia em uma melhor explosão muscular.

De acordo com palestrante, o Brasil é o segundo País com maior população negra no mundo, perdendo apenas para a Nigéria. Outra informação compartilhada diz respeito ao continente africano, onde, 90% da população é de cristão ou muçulmano. “A falta de conhecimento traz o preconceito. Se desde pequeno, as crianças tiverem acesso as informações corretas, elas terão um novo olhar”, enfatizou Santos.

A contribuição da população negra para a humanidade em diferentes aspectos também foi ponto abordado na formação. Localizada no continente africano, há 12 mil anos AC, Eredum foi a primeira cidade planejada com a estrutura necessária para a época. Existem apontamentos que demonstram que tecnologias como a fundição e a metalurgia são originários de práticas adotadas por povos africanos.

Além destas questões, Santos ainda levou os presentes a uma reflexão. “Independente da religião não há quem desconheça ou ouviu falar sobre Jesus de Nazaré. Mas onde fica Nazaré? Era uma cidade que hoje a região está situada em Israel, mais precisamente entre Jerusalém e Síria. Ou seja, continente africano. Será que, naquela época, ele teria olhos azuis, pele clara e cabelos cumpridos? ”, analisou.

“Essas e outras informações precisam ser levadas para dentro da sala de aula e são vocês que têm a oportunidade de ampliar o conhecimento das crianças que estão nas escolas sem saber de tudo isso”, provocou Santos. “Precisamos entender que, se dermos quatro passos para trás, todos nós, sem exceção, cairemos na senzala. Bati em inúmeras portas. Só quando entendi que precisava ter identidade as coisas começaram a mudar”.

Sede – O evento realizado em Praia Grande foi organizado pela União de Dirigentes Municipais de Educação (Undime-SP). Participaram do encontro representantes de cidades da Baixada Santista, como, Santos, Cubatão, Guarujá, Mongaguá, Itanhaém e São Vicente. Integrantes da área da educação de municípios como Redenção e Mogi das Cruzes também marcaram presença na formação.

Anfitriã do evento, a Secretaria de Educação (Seduc) contou com a participação dos gestores da parte administrativa da pasta municipal. Além destes, a Seduc disponibilizou o momento para as equipes técnicas das 78 escolas municipais, desta forma, marcaram presença diretores, assistentes de direção, pedagogos comunitários e assistentes técnicos pedagógicos (ATPs).

Para o assistente técnico pedagógico (ATP) da EM João Gonçalves, Paulo Duek, a formação foi de extrema significância. “É uma discussão cada vez mais importante e que precisa estar dentro das salas de aulas. Os alunos têm o direito de saber o que de fato aconteceu na nossa história e a contribuição fundamental dos negros para a evolução da raça humana. Foi uma formação que mexeu muito comigo e minhas raízes”.

A secretária de Educação, a professora Cida Cubilia, também acompanhou a capacitação ministrada por Natanael dos Santos. Essa foi a segunda vez que a titular da pasta assiste à apresentação do palestrante. Em 2008, a responsável pela Seduc teve a oportunidade de conhecer o conteúdo trabalhado por ele durante uma formação pedagógica realizada para professores da rede municipal de ensino de Praia Grande.

“Tenho 43 anos de profissão. Destes, os últimos 14 foram balizados pelas informações transmitidas por ele. Pois fiz questão de enaltecer cada ponto e levar não apenas para sala de aula, mas para vida, os ensinamentos daquele dia”, recordou. “Nossas escolas realizam ações diferenciadas sobre a temática. O programa Página a Página trouxe livros que abordam a cultura africana. Precisamos, cada vez mais, como o palestrante mesmo diz ‘não se lamentar sobre a história, mas superar e fazer transbordar’”.



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