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Foto: FELIPE FRANÇA
 
Pedagogos comunitários atuam para aproximar as famílias das escolas
Visita domiciliar serve como uma ferramenta aos 40 educadores que atuam na função
13/6/2022 | Daniel Elias, MTB: 59.233
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A pedagoga comunitária Ana Lúcia Pereira exerce um papel fundamental na EM Domingos Soares de Oliveira, no Bairro Ribeirópolis. Assim como os demais 39 colegas de função, a educadora tem a responsabilidade de aproximar as famílias da vida escolar dos alunos. Para isso, ela desenvolve diversas ações na unidade de ensino e fora também. Entre elas, estão as visitas domiciliares às casas dos estudantes que apresentam algum tipo de necessidade.

Entre as famílias acompanhadas pela pedagoga está a da dona de casa Janaina dos Santos Luiz, 40 anos. Mãe de dez filhos, ela conta com o trabalho de Ana Lúcia Pereira que acompanha a passagem de oito deles pela EM Domingos Soares. “Sou muito grata ao trabalho realizado pela Ana, porque nos dá um respaldo em diferentes sentidos. Não apenas com as questões escolares, mas também fora dela”.

Como exemplo, Janaina recordou uma situação que ocorreu com a filha Ana Clara dos Santos Luiz. Quando a pequena tinha seis anos, a aluna precisou ficar internada devido apresentar um quadro de água no pulmão. “Não sabia quanto tempo ela iria faltar por estar no hospital. Avisei a Ana que prontamente fez uma visita para nós lá. Pegou os documentos e informações necessárias para encaminhar para a escola. Inclusive trouxe as lições para minha filha fazer e não perder o aprendizado”.

As visitas domiciliares ocorrem periodicamente de acordo com a necessidade apresentada na rotina dos alunos na unidade escolar. Os motivos para a realização deste acompanhamento mais próximo são os mais variados. Seja pelo número elevado de faltas, comportamento inadequado dos estudantes no dia a dia de aula e também devido à dificuldade de aprendizado.

Este último foi o motivo que aproximou a atuação de Ana Lucia da família da dona de casa Rosangela Santos do Carmo, 41 anos. Mãe de cinco crianças, a moradora do Bairro Ribeirópolis contou com apoio da pedagoga comunitária para melhorar o desempenho de um dos filhos com relação ao aprendizado. “Meu filho tinha déficit de atenção. Foi a Ana que conseguiu consulta para ele na psicóloga e na fonoaudióloga. Graças a ela, descobri as necessidades e pude cuidar dele da forma certa”, agradeceu.

Motivo – Para Ana Lucia, essa atuação corpo a corpo com as famílias dos alunos se torna fundamental. Para a pedagoga, as visitas permitem trazer a realidade da comunidade para dentro da unidade escolar. Pois apenas desta forma, a unidade de ensino consegue trabalhar de forma mais objetiva. “A escola não pode ser uma instituição que não compreenda o que ocorre ao seu entorno. Só assim, conseguimos fazer a diferença na vida deles”.

Por meio das visitas, a unidade de ensino passa a saber a realidade vivida pelos alunos. Essas informações são repassadas para a equipe gestora e para os professores para que possam traçar uma forma de atuação de acordo com o caso diagnosticado. A partir daí o aluno passa a ser orientado e acompanhado dentro e fora da escola para que aquele quadro apresentado seja revertido de forma positiva.

Além de atuar como elo entre as famílias e a escola, a pedagoga comunitária também auxilia no acesso a outros serviços oferecidos pela Prefeitura de Praia Grande. “Entendo que precisamos dar esse suporte, pois muitos não sabem por onde ir ou a quem procurar. Então quando necessitam, eu faço a ponte com a Usafa (Unidade de Saúde da Família) ou mesmo o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) oferecendo assim esse amparo. Pois tudo resulta no aprendizado do aluno em sala de aula”, relacionou.

Graças a essa relação próxima com as famílias e outros órgãos públicos, Ana Lucia conseguiu evitar uma tragédia na vida de uma ex-aluna e de toda a família. Em determinada visita, ao chegar na casa, ela se deparou com uma adolescente que estava prestes a tirar a própria vida. “De imediato, articulei com os profissionais da Sesap. Passei o caso, que necessitava de acompanhamento psicológico. Não só dela, mas de toda a família. E de bate-pronto a Sesap foi até lá e, a partir de então prestou todo o serviço necessário”.

Esse cuidado com a comunidade da EM Domingos Soares de Oliveira já soma oito anos. Desde 2014, Ana Lucia atua como pedagoga comunitária na região. Para ela, em todo este período, na função que ela e os demais colegas de profissão exercem, o papel fundamental está em levar o que há de melhor como ser humano para os alunos e as famílias atendidas. “Literalmente, se doar. Isso para mim é ser pedagoga comunitária. E eu gosto muito do que eu faço”.

Começo – O trabalho da Pedagogia Comunitária nas escolas municipais ocorre desde 2005. Atualmente, o serviço conta com a atuação de 40 pedagogos comunitários que acompanham a rotina dos alunos nas 78 unidades de ensino. O grupo está ligado diretamente à Coordenadoria de Ação Comunitária da Secretaria de Educação (Seduc), que conta também no quadro com o trabalho de duas assistentes sociais.

A equipe desenvolve ações para aproximar as famílias dos alunos e a comunidade das escolas. Além das visitas domiciliares, os pedagogos comunitários realizam outras atividades de atuação como as oficinas de alfabetização para os pais e responsáveis, encaminhamentos aos diferentes serviços oferecidos no Município, assim como, encontros temáticos com várias orientações e informações.

De acordo com a diretora da Coordenadoria de Ação Comunitária, Valkiria Medeiros, todas as ações têm por finalidade contribuir com a melhora da aprendizagem e redução da evasão escolar. “Nosso objetivo final sempre será o aluno. Para que ele possa desenvolver e ter a mentalidade apenas voltada para a educação. Por isso, entendemos que todo esse suporte se faz necessário”, enfatizou.









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