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Foto: AMAURI PINILHA
 
Voluntárias confeccionam polvo de crochê pra crianças recém-nascidas
Peças oferecem conforto aos pequenos durante períodos de internação
15/8/2022 | Luciano Agemiro , MTB: 73.143
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Um grupo de voluntárias da unidade Melvi do Programa de Integração e Cidadania (PIC) confeccionam polvos de crochê para recém-nascidos do hospital da Cidade. As peças, apontam pesquisas, levam conforto para os pequenos no período em que estão internados, recebendo tratamento. Em Praia Grande, o projeto ganhou o nome do menino Samuel, filho de uma das frequentadoras da unidade. As peças serão entregues em setembro.

De tempos em tempos, as voluntárias se reúnem para botar a conversa em dia e atualizar as informações da produção. A maioria das peças é confeccionada em casa pelas mulheres. Nos momentos de descanso entre os afazeres. Existe até uma “receita” ou seja, um guia para que as voluntárias sigam as orientações e façam tudo direitinho, com tamanhos e números de pontos para cada peça.

A aposentada Irma Teresa Vidigal, de 79 anos, é uma das voluntárias do Projeto Samuel. Em casa, quando viaja de ônibus ou até quando está vendo TV, as linhas e a agulha de crochê não param. “Acho que já entreguei mais de 80 polvos desde que começamos a fazer o projeto, há seis anos. Me interessei quando fiquei sabendo da história desse projeto. Me sinto muito feliz fazendo isso, porque adoro fazer”.

Já a dona de casa, Marli Coutinho, de 49 anos, começou a fazer os polvos este ano. Ela achou a peça um pouco difícil de fazer, mas com força de vontade, tudo se torna mais fácil. “Resolvi ajudar porque achei muito interessante. Quando estou fazendo o polvo imagino os bebês “brincando” com eles”.

Origem - O projeto, surgido na Dinamarca em 2013, confecciona polvos de crochê e os doa para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. O objetivo é que, quando abraçado, o brinquedo transmita calma e proteção ao recém-nascido, já que os tentáculos remetem ao cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida com a do útero materno.

Às vezes, quando as crianças nascem prematuras, precisam ficar conectadas a muitos aparelhos e podem puxar os fios desses equipamentos. Com a tranquilidade transmitida pelos polvos, a tendência é que esses bebês se acalmem e não removam os sensores.

Entrega – A entrega está prevista para ser realizada na maternidade do Hospital Municipal Irmã Dulce, no mês de setembro. Para saber mais sobre o projeto, basta entrar em contato com o PIC Melvi, por meio do telefone 3496-5064.





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