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Alunos confeccionam jogos com base em cálculos matemáticos
Trabalhos resultam na 1ª Mostra da disciplina, na EM João Gonçalves, no Bairro Aviação
9/9/2022
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Usar jogos confeccionados pelos alunos para trabalhar, de forma divertida e interativa, o conteúdo que eles apresentaram algum tipo de dificuldade de aprendizado. Esse foi o pano de fundo que resultou na 1ª Mostra de Matemática da EM João Gonçalves, no Bairro Aviação. Nesta sexta-feira (9), ocorreu a apresentação dos projetos para as demais turmas da unidade. A secretária de Educação, a professora Cida Cubilia, prestigiou a atividade.

O trabalho foi conduzido pela professora Fabiana dos Santos Mazzei. A docente solicitou que os alunos produzissem jogos para trabalhar conteúdos como cálculos de multiplicação, raiz quadrada e equações matemáticas. Para auxiliar, a educadora apresentou algumas possibilidades que os estudantes poderiam adaptar e desenvolver o projeto solicitado.

Foi o caso da aluna Sarah Vitória do Nascimento Toledo, 15 anos, que utilizou o jogo de tabuleiro como base. O projeto criado por ela visa ao participante percorrer as casinhas até chegar ao final do trajeto. Em todo o percurso, onde o peão cair o jogador deve resolver uma questão matemática. Se acertar pode lançar os dados novamente e seguir a quantidade de números que aparecer. Caso erre, permanece no mesmo local por mais uma rodada.

Segundo a jovem, foi uma forma diferente e divertida de assimilar o conteúdo. Além de o jogo que ela criou, Sarah Toledo fez questão de conhecer o trabalho feito pelos outros alunos da sala. “Ficou mais fácil de a gente aprender a matéria, até porque podemos interagir com os colegas. Desta forma, um ajuda o outro nas dificuldades. Jogando não parece uma coisa chata que a gente é obrigada a fazer”, comentou.

De acordo com a professora de matemática, o projeto surgiu da necessidade apresentada pelos alunos no retorno com as aulas presenciais. Por conta dos quase dois anos afastados da escola, os jovens voltaram desmotivados por terem perdido o ritmo e rotina de estudo. Foi quando a educadora resolveu buscar trabalhar a disciplina de forma prazerosa e que, ao mesmo tempo, trouxesse novamente esse resgate do compromisso com a educação.

Para colocar a ideia em prática, a professora contou também com um incentivo que veio do Horário de Trabalho Pedagógico Individual (HTPI) Online. Em uma das capacitações foram trabalhadas com os educadores questões relativas às metodologias ativas. “Onde aborda que os alunos devem ser agentes ativos do processo de aprendizagem, que acabou por conectar com o que queria propor para eles”, explicou a educadora.

“Fico feliz em poder observar o envolvimento dos alunos até aqui. Claro que, quando idealizamos um projeto, a expectativa sempre será elevada”, completou Fabiana Mazzei. “Mas vejo que a participação deles foi além do que eu esperava. Pois mostraram bastante interesse e vontade em fazer parte e vivenciar cada trecho do processo”.

Simultâneo – Enquanto uma turma do 9º ano participava da proposta pedagógica de matemática, outra estava com a professora, Vivian Chagas Bragança Madalena.
Comandados pela educadora, o grupo desenvolveu a 1ª Mostra de Língua Portuguesa que trabalhou o tema “Que Língua É Essa?”. Os jovens apresentaram trabalhos que abordavam questões sobre outros países, além do Brasil, que têm o português como língua principal.

Vivian Chagas comenta que a ideia de fazer a mostra surgiu ao conversar com os alunos sobre o Acordo Ortográfico que visa à padronização da ortografia da língua portuguesa. “Eles não sabiam que outros países também falavam a mesma língua que nós e que existia um acordo que balizava o português entre eles. Foi então que surgiu a ideia de a gente abordar a temática e fazer com que pesquisassem mais sobre essas nações”, afirmou.

O que começou por conta da língua portuguesa ganhou proporções um pouco maior. Além de aprender sobre a origem do idioma falado nestes países, os jovens trouxeram curiosidades sobre a geografia, o meio ambiente, questões políticas e até a culinária dos povos que neles vivem. “E justamente isso foi o ponto positivo. Porque eles não se limitaram apenas na curiosidade inicial e trouxeram mais, foram além, e isso é gratificante”, compartilhou a professora de língua portuguesa.







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