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Foto: Richard Aldrin
 
Praia Grande orienta como buscar ajuda para atendimento em saúde mental no Município
Setembro Amarelo renova importância de tratar sobre a prevenção ao suicídio
28/9/2022 | Aline Gomes , MTB: 64.010
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Colaboração Rodrigo Herrero

A preocupação com a saúde mental tem crescido cada vez mais nos últimos anos, com o aumento de casos de estresse, ansiedade, depressão, entre outros transtornos psiquiátricos, podendo levar a situações mais extremas. Segundo relatório Suicide Worldwide in 2019, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados cerca de 13 mil suicídios por ano no Brasil. E com a pandemia do coronavírus, as queixas mentais e emocionais se acentuaram, evidenciando a necessidade de se fortalecer o atendimento voltado à saúde mental. Em Praia Grande, há estrutura completa que auxilia na prevenção e também na promoção do bem-estar da população, além de acolher aqueles que necessitam de atendimento específico.

Estudo recente realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que casos de ansiedade e depressão aumentaram mais de 25% no mundo todo, intensificando a busca por tratamento, terapias e medicamentos.

“As medidas de restrição de contato e distanciamento social, embora tenham sido importantes para a contenção da infecção da covid-19, afetaram a saúde mental dos indivíduos, sem contar outras questões socioeconômicas vivenciadas no período, como o aumento de casos de violência intrafamiliar, associada ao aumento do tempo de convivência em casa, à sobrecarga pelas múltiplas tarefas domésticas e à existência prévia de relações abusivas”, afirma a psicóloga Ana Cristina Zordan Rani Yonamine, da Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande.

Quando os problemas se avolumam de forma que a pessoa não tem mais disposição para encarar o dia a dia, e a esperança, os projetos e objetivos de vida começam a não fazer mais sentido, é importante procurar ajuda. Entre os sinais que podem auxiliar na detecção de algo mais sério pode-se apontar: tristeza prolongada, sensação de angústia, irritabilidade constante, instabilidade no humor, ansiedade recorrente, agressividade. Porém, às vezes a pessoa ou os que estão ao redor não percebem o quão nocivo pode ser a situação e só se dão conta quando se desenvolvem comportamentos mais extremos, como ideações suicidas ou mesmo tentativas de suicídio.

Por isso, a psicóloga Ana Cristina Zordan Rani Yonamine enfatiza a importância de se diferenciar situações do cotidiano que geram algum sofrimento do adoecimento mental que pode levar a outras limitações e requer ajuda profissional. Além disso, um maior envolvimento de pessoas próximas, como familiares e amigos, pode ajudar a identificar algo errado e a estender a mão.

“Acredito que a maior dica para o familiar ou amigos de uma pessoa com transtorno mental seja dedicar a ela um olhar atento, cuidadoso e ausente de julgamento, para que o canal de comunicação e acolhimento seja aberto e esta pessoa possa se sentir segura para compartilhar seu sofrimento”, destaca a psicóloga.

Setembro Amarelo – Como forma de debater o assunto e atuar na prevenção ao suicídio, teve início em 2015 no Brasil a campanha do Setembro Amarelo. O mês criado para intensificar as ações decorre de o Dia Internacional de Prevenção ao Suicídio ser celebrado em 10 de setembro. Mas é importante que as atividades e discussões sobre o tema não se restrinjam a essa época, já que se trata de um tema de saúde pública.

“A orientação adequada é uma forma importante de alertar a população a buscar ajuda e proceder de maneira pertinente. Ao contrário do que as pessoas pensam, falar sobre suicídio não aumenta o seu risco. Uma escuta adequada pode aliviar o sofrimento, oferecer ajuda e diminuir a tensão que os pensamentos suicidas trazem”, ressalta a psicóloga.

“É uma doença gravíssima e silenciosa, por isso é fundamental que a população procure ajuda, temos uma rede ampla com atendimento multiprofissional que pode auxiliar nesse sentido. Mas muitas vezes a pessoa não busca ajuda, então é importante que um amigo, um familiar converse com ela e escute. A gente faz esse apelo à população a estar atenta a todos os sinais de depressão e, com a nossa rede, colaborar e sensibilizar as pessoas sobre a importância dessa ajuda, ainda mais agora em que o mundo passa por muitos problemas, agravados pela pandemia. Precisamos valorizar bastante a saúde mental de todos”, afirma o secretário de Saúde, Cleber Suckow Nogueira.

Atendimento psicossocial – As 30 Unidades de Saúde da Família (Usafas) espalhadas por Praia Grande são a porta de entrada do munícipe. A equipe de saúde da família cuida do paciente de maneira global e não apenas de uma única enfermidade, podendo dar o encaminhamento mais adequado ao problema do indivíduo. Além disso, os médicos da família estão capacitados para atender casos de transtorno psicológico de pequena gravidade.

A rede conta ainda com o suporte do Núcleo Ampliado da Saúde da Família na Atenção Básica (Nasf-AB) e do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade, que acolhem os pacientes e realizam ações como a terapia comunitária integrativa. A partir de rodas de conversa, os indivíduos são ouvidos e recebem apoio dos profissionais e da comunidade.

A Rede de Atenção Básica conta ainda com nove Academias da Saúde, que oferecem atividades para todos os públicos. Educadores físicos supervisionam as práticas físicas e de recreação, que promovem o bem-estar da população, ajudando a prevenir enfermidades do corpo e da mente e a controlar doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, além de combater o sedentarismo e melhorar a autoestima.

Já nos casos de transtornos psicológicos que necessitam de um acompanhamento mais especializado, os pacientes são direcionados pelas Usafas para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). São quatro na Cidade, garantindo uma cobertura completa nessa especialidade: dois Caps II, nos bairros Boqueirão e Mirim, um Caps Álcool e Drogas (Caps AD III) e outro Infantil (Caps i). Esses locais também acolhem diretamente pacientes que porventura não se sintam confortáveis para buscar a Usafa e desejam um atendimento mais reservado.

A assistência nesses locais é feita por uma equipe multidisciplinar, composta por médico, psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e equipe de enfermagem. Os técnicos fazem uma escuta qualificada do paciente e desenvolvem um plano terapêutico específico, direcionando a pessoa para o tratamento mais adequado à necessidade relatada. O objetivo é dar mais qualidade de vida para o paciente, promovendo maior sociabilização do indivíduo.

E se precisar conversar, em qualquer lugar do Brasil, está disponível o Centro de Valorização da Vida (CVV), telefone 188, sem custo de ligação, 24 horas todos os dias.




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