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Foto: Jairo Marques
 
Bebês de maternidade de Praia Grande ganham polvos de crochê
Peças feitas por voluntárias ajudam a dar conforto aos recém-nascidos
28/9/2022 | Luciano Agemiro , MTB: 73.143
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Sessenta polvos de crochê foram entregues na maternidade do Hospital Municipal Irmã Dulce, na terça-feira (27). As peças foram confeccionadas por um grupo de voluntárias do PIC Melvi. Estudos ao redor do mundo apontam que as peças levam conforto para os pequenos, especialmente no período em que estão internados recebendo tratamento intensivo. Em Praia Grande, o projeto ganhou o nome do menino Samuel, filho de uma das frequentadoras da unidade.

Representantes do grupo puderam acompanhar a entrega aos bebês na maternidade. As voluntárias percorreram os dormitórios entregando parte das peças diretamente às mamães. Os produtos são feitos com material especial, o que permite a higienização e não causa alergia nos pequenos.

O restante do material foi deixado com a equipe do hospital, para que as futuras mamães do local possam ser beneficiadas pela iniciativa.

A aposentada Irma Teresa Vidigal, de 79 anos, é uma das voluntárias do Projeto Samuel. Ela acompanhou a entrega das peças e ficou emocionada. “Faço parte desse grupo há seis anos, desde que fiquei sabendo da história desse projeto. Ver os pequenos recebendo o fruto do nosso trabalho é maravilhoso”.

Quem também acompanhou a entrega dos polvos foi a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Maria Del Carmen Padin Mourão, a Maruca. “É emocionante ver a reação desses bebês quando recebem o polvo de crochê. A gente não imagina como isso faz diferença para eles”.

Os benefícios são observados e relatados pela chefe de enfermagem Camila Geraldino Pereira, que trabalha na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal. “O bebê se envolve com a peça, se acalma mais, como se sentissem acarinhados. É uma iniciativa muito positiva”.

Origem - O projeto, surgido na Dinamarca em 2013, confecciona polvos de crochê e os doa para bebês prematuros em unidades de tratamento intensivo neonatais. O objetivo é que, quando abraçado, o brinquedo transmita calma e proteção ao recém-nascido, já que os tentáculos remetem ao cordão umbilical e causam a sensação de segurança parecida com a do útero materno.

Às vezes, quando as crianças nascem prematuras, precisam ficar conectadas a muitos aparelhos e podem puxar os fios desses equipamentos. Com a tranquilidade transmitida pelos polvos, a tendência é que esses bebês se acalmem e não removam os sensores.
Para saber mais sobre o projeto, basta entrar em contato com o Programa de Integração e Cidadania (PIC) Melvi, por meio do telefone 3496-5064.





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