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Docentes aliam leitura e tecnologia em mostra literária na EM Mário Santini
Educadores criaram site e usaram Chromebooks para trabalhar com alunos
11/10/2022 | Daniel Elias, MTB: 59.233
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A rede municipal de ensino de Praia Grande tem nas tecnologias uma aliada para promover o aprendizado dos alunos. Wi-fi, lousa digital, Chromebooks e Google For Education fazem parte da rotina dos estudantes em salas de aula. Mas na EM Roberto Mário Santini, no Bairro Guilhermina, tais ferramentas ganharam mais evidência ao também servirem como base para alguns dos trabalhos apresentados na Mostra: A Cada Livro um Novo Eu.

Foi o caso do trabalho realizado pelas turmas do 8º ano com base no livro Brasil Tumbeiro. Os alunos fizeram a leitura da obra literária que retrata a vida de personalidades negras que ficaram marcadas na história do País. Como parte do processo, os estudantes transformaram o conteúdo debatido em sala de aula em um site criado com apoio do professor de Língua Portuguesa, Hélio da Guia Alves Junior.

O grupo utilizou uma das ferramentas existentes na plataforma Google For Education disponibilizadas para as escolas da rede municipal de ensino para colocar o site no ar. No endereço eletrônico, https://sites.google.com/emsantini.com/projetodeleitura, o internauta encontra um compilado de textos e informações produzidos pelos alunos a respeito da obra literária Brasil Tumbeiro.

“Vivemos no mundo cada vez mais globalizado. Ao olhar para a escola vemos que ela precisa acompanhar o ritmo que as coisas acontecem. E a tecnologia precisa estar dentro do espaço de ensino”, destacou Junior. “Quando chego na rede municipal de Praia Grande e vejo que existe uma estrutura muito forte voltada para isso percebo que tinha em mãos o ferramental necessário para colocar em prática algo que fora daqui não conseguiria”.

Ingressante como educador nas escolas municipais em março deste ano, o professor de Língua Portuguesa tentou fazer algo semelhante em outros locais onde atuou. “Já tentei desenvolver esse projeto em outros lugares. Quando eu apresentava a proposta sempre recebia a devolutiva de que era algo que só daria certo de ser aplicado no ensino superior e não no básica. E aqui em Praia Grande essa afirmação cai por terra por conta de todo esse aparato existente”.

No ar – Logo ao acessar o site, o visitante se depara com informações sobre o que se trata o projeto, qual foi a proposta trabalhada em sala de aula e como surgiu a ideia de fazer esse espaço digital. Apesar de envolver todos os alunos na leitura da obra literária, seis estudantes atuaram diretamente na construção do endereço eletrônico. Quem visita a página pode visualizar quem foram os jovens participantes, bem como, os educadores envolvidos diretamente na proposta pedagógica.

Ao navegar pelo site, o internauta ainda tem acesso a conteúdo como uma breve biografia do autor do livro, o ex-atleta Mário Aranha. Em outra página, outro ponto trabalhado diz respeito a detalhes da obra literária Brasil Tumbeiro. Os alunos também criaram um espaço no endereço eletrônico onde puderam compartilhar os textos em forma de críticas sobre o desenrolar da história apresentada pelo escritor.

A possibilidade de poder criar um site despertou o interesse de alguns alunos. Foi o caso da jovem Maria Eduarda Nunes de Souza, 14 anos, que pediu o auxílio do professor para fazer a própria página na internet. A estudante apresentou os textos que já tinha ao educador e com apoio dele resolveu colocar no ar a proposta de um diário digital, onde possa compartilhar com os internautas um pouco da sua forma de pensar e ver a vida.
“Eu achei interessante a possibilidade de ter um espaço próprio para poder postar meus textos. Então, com apoio do professor, comecei a criar o site para colocar os poemas e outros gêneros que faço”, comentou a jovem. “Às vezes, a gente não consegue expressar os sentimentos falando e o jeito que consegui achar foi escrevendo. E o site funciona como se fosse um diário que acabo compartilhando com todo mundo”.

Clássico – A criação do site não foi a única ferramenta tecnológica utilizada na Mostra da EM Roberto Mário Santini. O professor de Língua Portuguesa do 7º ano, Leandro França da Silva, trabalhou com os alunos o livro O Pequeno Príncipe. Além da leitura, o educador fez uma proposta para os estudantes. Ele pediu que os jovens fizessem a gravação de vídeos com até um minuto de duração.

A ideia era de que os jovens produzissem vídeos no mesmo estilo do que são realizados para redes sociais como Tik Tok ou os stories do Instagram. Cada estudante precisou fazer duas gravações, em uma eles tiveram de abordar individualmente a parte biográfica do autor do livro, o escritor Antoine de Saint-Exupéry. No outro, desta vez em dupla, tiveram de destacar uma parte da obra literária que chamou atenção e promover uma encenação.

Para compartilhar os vídeos com os visitantes da mostra literária, o professor reproduziu as gravações por meio dos chromebooks existentes na EM Roberto Mário Santini. Os aparelhos ficaram dispostos em uma mesa à disposição para as pessoas. Os interessados conectavam o fone de ouvido no equipamento e podiam acompanhar a película produzida pelos estudantes.

De acordo com Silva, a proposta teve como base juntar o útil ao agradável. Aproveitar o estilo de consumo midiático que estão acostumados, ou seja, vídeos curtos em redes sociais, e aplicar neste formato a parte pedagógica. “Por que não transformar o entretenimento em aprendizado? Por isso, a junção dessas duas ações para tornar o ensino algo divertido e com a cara deles”, enfatizou.

“Os Chromes surgem quando a gente pensa na relação entre internet, consumo e o contexto escolar. Os aparelhos estão disponíveis para uso dentro da unidade, eles estão familiarizados com a ferramenta, e por isso veio o insight”, comentou o professor. “Desta forma, mostramos para a comunidade de um meio prático, uma das possibilidades de utilização destes equipamentos”.

Incentivo à leitura – Os dois livros trabalhados pelos professores com auxílio da tecnologia fazem parte das obras literárias distribuídas por meio do programa Página a Página. Lançada pela Secretaria de Educação (Seduc) no início do ano, a iniciativadistribuiu maleta para alunos do Infantil I e II, do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, Complementação Educacional e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Por intermédio dela, os estudantes receberam livros que foram trabalhadas dentro e fora da sala de aula.

Com o material em mãos, os professores desenvolveram ações ao longo do ano. O Página a Página tem como objetivo, além de despertar o interesse pela leitura, ampliar o vocabulário dos alunos, propor a participação da família na vida escolar dos estudantes e possibilitar o compartilhamento e a vivência de emoções. Somado a tudo isso, também promove a integração com produto final, estimulando a formação crítica.

Nas maletas de Educação Infantil, os alunos receberam cinco títulos. Os estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental ganharam quatro livros. Já os da Complementação Educacional têm cinco, enquanto os matriculados nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) obtiveram um volume por semestre para ser trabalhado. Os exemplares foram diferentes de acordo com nível e atendendo à diversidade de cada segmento, para ser trabalhado junto com os docentes.






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